Atualmente existem vários materiais inovadores que podem ser usados para construção, mas cada um tem as suas especificações e assim sendo, cada um é usado para diferentes funções e tipos de construção.
Todos sabemos o que é a tinta e para que serve, mas talvez ficássemos chocados ao saber que existem tantos tipos de tinta diferente e que nem todos servem para a mesma coisa.
Tinta mineral: Produzida a partir de minerais e pigmentos. Não emite COs, oferece cores únicas e intensas e é bastante durável. Em contrapartida, tem um custo inicial muito elevado, custando quase o dobro da tinta acrílica.
Tinta vegetal: Esta é uma tinta produzida a partir de diferentes plantas como a soja, o milho, a linhaça... É uma tinta proveniente de materiais renováveis, mais fácil de remover caso necessário e que apresenta cores vivas sem tingir. Pode parecer-nos a tinta perfeita, mas não quando pensamos que o cultivo destes grãos está muitas vezes associado a problemas com desmatamento e a outros problemas socioeconómicos, como a escravidão. É também uma tinta que demora mais tempo a secar e onde alguns componentes podem não ser biodegradáveis.
Tinta antifungos: O mofo e o bolor são fungos que se espalham rapidamente, especialmente em casas construídas em lugares húmidos, o que para além de comprometer estruturas, também é prejudicial à nossa saúde. São tintas que podem ser aplicadas sobre manchas pré-existentes, possuem uma secagem rápida e bom acabamento, aderência e resistência, sendo normalmente ecológicas. Contudo, esta tinta só atinge a demonstração e não a raiz do problema, podendo vir a ser mais tarde observado o aparecimento de vários fungos na mesma.
No mercado encontramos também vários isolantes, sendo eles térmicos ou acústicos, que servem diferentes propósitos e apresentam diferentes vantagens e desvantagens, sendo assim utilizados para diferentes fins.
Poliestireno extrudido: As já conhecidas placas wallmate, floormate e roofmate são ótimas isolantes térmicas com caixa de ar e uma estrutura de célula fechada, comercializadas em placas com corte perimetral macho fêmea. São resistentes à compressão, apresentam boa performance face à absorção de água, resistentes ao gelo, a infeções fúngicas e ao fogo, têm inércia química, durabilidade e leveza, mas é um plástico, fraco do ponto de vista térmico, sensível a raios UV e possui baixa permeabilidade a vapor.
Pladur: Também chamado de paredes falsas ou gesso cartonado, este é já um conhecido de toda a gente sendo vastamente utilizado na construção civil, apresentando uma grande variedade. É fácil de preparar, trabalhar e personalizar, alguns são resistentes ao bolor, outros são bons isolantes térmicos e outros sonoros, é um produto ecológico e reciclável. Contudo, é menos sólido, menos durável e não é adequado a todos os tipos de acabamento.
Fibras naturais: Para fazer estes isolantes são utilizadas fibras de origem vegetal ou animal, como: fibra de madeira, cortiça, fibra de cânhamo, celulose, fibra de coco, algodão e lã. Têm a vantagem de ser fáceis de reciclar e reutilizar, tendo um baixo impacto ambiental, mas podem-se deteriorar com o tempo e alguns quando expostos ao sol ou a grandes diferenças de temperatura.
Podemos observar também alguma variedade no que diz respeito a canalizações, sendo elas de água fria, quente ou até mesmo esgotos, já que para cada uma delas são necessárias diferentes especificações e cuidados, sendo assim utilizados também diferentes materiais.
Cobre: Tem vindo a reganhar popularidade especialmente em projetos de trocas de calor, como caldeiras e ar condicionado. É um material que suporta ambientes hostis, é um bom condutor de eletricidade e calor que se destaca ainda no quesito higiene, já que vírus e bactérias não sobrevivem em contacto com o cobre, é ainda bastante durável e em caso de desgaste pode ser concertado com solda. O seu preço é instável o que pode causar problemas no orçamento e, por ser maleável, pode precisar de suporte adicional.
Aço inoxidável: É o material mais utilizado e resistente, sendo também resistente relativamente à corrosão, podendo ser reciclado e reutilizado, sendo um material sustentável que pode ser produzido sem o uso de substancias químicas, apesar disso, é possível ser danificado por água que contenha muito calcário, tem um preço elevado e pode ser difícil de instalar em alguns locais, pois não é maleável.
PEX: O polietileno reticulado é um material plástico usado para sistemas de tubagem de abastecimento de água que é flexível, necessitando de menos ligações, não tem risco de corrosão, é resistente a temperatura, apresentam estabilidade e resistência química, menos fugas e vazamentos, sendo leves e tendo uma vida longa. Em contrapartida, não apresenta resistência ao fogo, não deve ser exposto a radiações UV, são danificados pelo cloro, fragilizados quando em contacto com o óleo, e não são viáveis para grande diâmetros.
PVC: Atualmente mais utilizados para sistemas de esgotos, sendo ainda muito usado para transporte de águas em contexto doméstico, é um tubo de plástico bastante resistente e durável, flexível, que se adapta facilmente a movimentos de terreno, quando por baixo de terra, e, como cria pouco atrito, poupa energia no transporte de água. Apesar de tudo, a temperatura mais alta pode não só danifica-los, como reduzir a sua resistência, fazendo com que possam até chegar a partir.
Como sabemos, o aço é um material já usado à bastante tempo e que se adequa a diferentes tipos de ambiente e a diferentes tipos de construção. É um material com bom acabamento, dá-nos maior liberdade no uso do espaço, são leves e por isso reduz-se nos custos em fundação e é 100% reciclável. Contudo, é vulnerável à corrosão e para aplicar é preciso mão de obra qualificada e treinada, apesar disso, são ótimas para distribuir o peso das edificações e garantir a segurança da sua estrutura.
Comentários
Enviar um comentário